Saiba a importância da nutrição para a galera do pedal

Palestra da Dra.Mônica Stockler, nutricionista especializada em nutrição esportiva, fala o quanto é essencial manter o equilíbrio da alimentação no pré e nos pós treino

A alimentação adequada ao treino é assunto decorrente e muito questionado entre os amantes do pedal, independente do gênero. Por essa razão, a Dra. Mônica Stockler, nutricionista especializada em nutrição esportiva, nutrigenia e bioquímica, trouxe ao Shimano Fest 2018, no Espaço Mulher, a palestra “O que o ciclista deve consumir antes, durante e depois do pedal, para melhorar o seu desempenho?”

“Quando suamos a camisa todo esforço vem aliviar a fadiga, previne estafa e libera endorfina, o chamado hormônio da alegria”, completa a nutricionista.

E a doutora nos lembra que, em pleno Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e valorização da vida, o papel dos exercícios físicos, e da nossa praia, treinos de bike, são primordiais, não só para manter a saúde mental, mas também no tratamento contra depressão.

nutrição para ciclistas

Dra. Mônica Stockler (Filipe Mota / FS Fotografia)

Entre os benefícios de usar a bike como parte da sua vida, a Dra. Mônica Stockler elenca os principais como:

  • Faz bem para a saúde;
  • Zero emissão de CO2;
  • Fácil de estacionar;
  • Queima de calorias;
  • E talvez, o principal, te deixa feliz!

Mas, e quanto a alimentação? As dúvidas decorrentes são, o que comer, por que comer e a quantidade desse alimento, nos períodos de pré e pós treino.

A hora da verdade – o que colocar no prato?  

A escolha inteligente e estratégica do que comer é o primeiro passo. Dra. Mônica lembra que essa opção não isenta a necessidade de um profissional da área para orientação, e aqui a gente fala de cálculos de quantidade para melhor rendimento de treinos voltados a ciclistas.  

Para você se nortear melhor, a dica é ficar de olho na ação de cada um desses componentes no seu corpo: proteínas, carboidratos e gordura.

Proteínas em ação  

As proteínas agem no reparo de lesões, desenvolvimento muscular e são as donas da história quando o assunto é massa magra. Sim, aquela tão desejada massa magra que compõem nosso corpo, cabelo, unhas, entre outras coisas.

No caso dos vegetarianos, que não ingerem carnes, é só repor com componentes nutricionais ricos em aminoácidos e vitaminas. Essa reposição funciona por meio de alimentos que contenham lisina, como o leite e o feijão branco; a arginina, presente na beterraba e a glutamina, contida no repolho, por exemplo.

Eu tenho a força!

Quando se fala de carboidrato, a nutricionista deixa claro que excesso e falta são nocivas ao organismo humano. O excesso, extrapola o nível aceitável de gordura.

A falta, causa fadiga e indisposição.

A gordura geralmente é vista como a bruxa má nesse contexto, mas, a especialista explica que não é bem assim.

Utilizar gorduras provindas de azeite, castanhas, avelãs, abacate, geram a chamada gordura boa. E o horário da ingestão dessa gordura também conta na matemática da absorção positiva do seu organismo.

Alimentação x treino = saúde

Essa equação é possível. E é justamente o que a Dra. Monica defende, por meio de fatos.

No caso dos carboidratos, o usual é que sejam ingeridos 2 horas antes do treino.

Porém, essa regra não se aplica a quem treina muito cedo.

Sendo assim, o importante é ter primeiro consciência da intensidade e o tempo que ele vai durar.

Sendo assim,  90 gramas de carboidratos por hora, para três horas, aproximadamente é suficiente. Para duas horas, 60 gramas.

E ainda sobre treinos matinais, o cafezinho é também entre nessa história.

“Isso é muito pessoal. Terá uma resposta individual para cada pessoa pois, cada um tem seu nível diferente tolerância dessa bebida”.

Recursos naturais e hidratação

Aqui a nutricionista cita que usar recursos naturais quando se pensa em treino é muito mais assertivo.

nutrição para ciclistas

(Filipe Mota / FS Fotografia)

Ela lembra do mel, um alimento riquíssimo que nutre as bactérias boas do intestino, fortalece a imunidade e adoça muito o que for misturado.

E, sobre hidratação, Dra. Monica faz um alerta especial sobre os transtornos à sua saúde, pela falta de potássio e magnésio. Pois, água é mesmo vida!

E não é só tomar água quando se tem sede. Nesse momento, você já está desidratado.

Para manter seu nível de hidratação ok, o indicado é, a média geral, 300 ml por hora ou 3,6 ml /kg de peso.

Acabou o treino e a fome chegou. E agora?

Para o pós treino, a ideia é repor o que você perdeu, em termos de vitaminas, aminoácidos e nutrientes, além de se hidratar, claro!

Mas, lembre-se: com bom-senso!

Faça uma alimentação balanceada e sem enfiar o chamado “pé na jaca”!

I wat to ride me bycicle

A conclusão desse bate papo bacana é uma boa notícia: você pode comer bem no pré e pós treino, basta ter consciência e, se for mudar as estratégias das competições, consulte um nutricionista, sempre.

Se hidrate, coma coisas mais naturais, faça a ingestão de gordura boa e pedale muito!

Pois, viver é como andar de bicicleta: é preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio.

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